Este artigo é sobre Institucional

Serei eu o guardião do meu irmão/irmã?

Nana Baffour

CEO

Publicado em
22 de Outubro de 2020

Nana Baffour sobre o ocorrido com George Floyd, nos EUA.

Como homem negro e cidadão norte americano, considero o vídeo do assassinato de George Floyd nas mãos da polícia profundamente perturbador. Além de evocar um sentimento de raiva e indignação, a frustração, de quão comum há décadas isto tem sido, é exaustiva e muito deprimente. Como a maioria dos homens negros nos EUA, também tive meus encontros com a polícia e sou grato a Deus por não ter acabado como George Floyd ou como os milhares que da mesma foram mortos todos estes anos.

Contra o panorama de fundo da pandemia de Covid-19, onde aprendemos que nos EUA negros morreram na proporção de três vezes o número de brancos, o assassinato de George Floyd coloca em agudo relevo os desafios e a complexidade do racismo institucional que sustenta grande parte da sociedade norte americana. Assim, é com profunda gratidão e como sinal de encorajamento que vejo a onda de protestos que o assassinato de George Floyd provocou em todo o mundo. 

Como orgulhoso residente brasileiro, CEO e Chief Culture Officer da Qintess, uma das mais importantes empresas de serviços de tecnologia do país, também estou profundamente satisfeito ao ver o apoio que estes protestos estão conquistando no Brasil, em particular no ambiente corporativo com a divulgação da hashtag de terça-feira negra. 

No entanto, eu seria negligente se não disser que todo este apoio ainda me parece inadequado e por isto desafio os líderes das empresas que foram rápidas em expressar o apoio a se fazerem algumas perguntas básicas: Quanto de suas forças de trabalho são de ascendência africana? Quantos de seus líderes seniores e diretores são de ascendência africana? Quanta atenção eles prestam no nível do conselho para a questão de inclusões e diversidade? Quais investimentos em treinamento ou contratação estão fazendo para melhorar a participação na força de trabalho dos brasileiros negros em suas empresas? Quantos de seus fornecedores são empresas pertencentes a brasileiros negros ou outras minorias? 

Com isto quero dizer é chegada a hora de começar a fazer mais em nossa luta contra o racismo realizando ações concretas em nossas empresas e comunidades para melhorar a inclusão e o empoderamento econômico e social de nossos irmãos e irmãs negros.

Na Qintess, estamos comprometidos em fazer nossa parte com o lançamento da campanha “Diversidade e Inclusão” da nossa estratégia corporativa e esperamos compartilhar mais com o mundo nos próximos dias sobre as etapas e investimentos concretos que estamos fazendo para aumentar a inclusão e a diversidade na nossa empresa. Enquanto esperamos ansiosamente pelo mundo pós-Covid-19 e pós-protestos-por-George-Floyd, tomemos todos cuidado de não respondermos à injustiça e ao mal fazer como Caim em Gênesis 4.9 porque, se de fato, desejamos um mundo mais justo e equitativo, devemos todos ser guardiães dos nossos irmãos e irmas e deixar nossas ações falarem mais alto que nossas palavras.

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