Tenho certeza de que você já deve ter ouvido esse termo em algum lugar, em artigos, ou em suas “andanças” pela web e eventos. Afinal, a busca pelo conhecimento nunca foi tão estratégica como na era digital. Então, ao se deparar com algo que ainda não tenha muita informação, vá atrás! Foi o que fiz ao decidir participar de alguns eventos e cursos sobre Foreseigh e Organizações Exponencias.

Tenho certeza de que você já deve ter ouvido esse termo em algum lugar, em artigos, ou em suas “andanças” pela web e eventos. Afinal, a busca pelo conhecimento nunca foi tão estratégica como na era digital. Então, ao se deparar com algo que ainda não tenha muita informação, vá atrás! Foi o que fiz ao decidir participar de alguns eventos e cursos sobre Foreseigh e Organizações Exponencias.


Recentemente, participei do evento CxO Forum – Organizações Exponenciais e o papel da liderança, promovido pela Câmara Americana (Amcham). Eu não somente aprendi sobre o tema, como também esclareci minhas dúvidas, estreitei relacionamento com muitos profissionais e agora posso compartilhar um pouco de tudo isso com quem tem o mesmo interesse em estar cada vez mais atualizado nesse mundo novo. E isso vale para todas as funções. O grande diferencial, e ao mesmo tempo desafio, será como cada profissional irá aplicar esse conhecimento no seu dia a dia e transformar essa bagagem em oportunidades.


O evento abordou diversos assuntos e como a disrupção tecnológica tem afetado negócios, indústrias e sociedade.  O que mais me chamou a atenção foi o painel que debateu sobre cultura, mindset e o papel da nova liderança exponencial frente às velozes mudanças que estamos enfrentando na sociedade.



De acordo com o cofundador da plataforma educacional SingularityU Holanda Yuri Van Geest, coautor do best-seller Organizações Exponenciais (em sua palestra), entre as empresas que se inserem nessa categoria, o mais comum é a coragem delas de investir em algo radicalmente novo, baseado em inteligência da informação. E isso é fundamental! Afinal, o mundo mudou e continua mudando em alta velocidade. O que aprendemos ontem talvez não sirva mais hoje.


É preciso desaprender para aprender. Acredito que ainda não vivemos nem mesmo 10% de toda a mudança que a tecnologia irá prover e com ela surgirão mais modelos de negócios inovadores e a sociedade estará, de fato, hiperconectada em todos os níveis sociais e faixas etárias, usando massivamente, e de maneira simples, um verdadeiro arsenal tecnológico.


Pesquisas indicam que até 2030 muitas profissões deixarão de existir. Calma, mas muitas outras também irão surgir, não sei se na mesma proporção, contudo, precisamos encarar esse fato e nos prepararmos para os vários futuros que virão. Sim, “futuros”. Aprendi recentemente em um curso de Foreseight que o futuro é plural, não se pode prever ou imaginar um único.


Por vezes, penso que estamos ainda correndo em círculos para descobrir novos “unicórnios” – nome dado às empresas cuja avaliação de preço no mercado supera US$ 1 bilhão, antes de abrir seu capital em bolsas de valores – em vez de buscarmos a simplicidade e mudarmos os modelos atuais de forma simples e tecnológica, com foco em clientes e funcionários, mas preocupados com o impacto social que cada ação pode provocar.


Um dos pontos mencionados por Geest, e que faz todo o sentido, é que conforme avança a tecnologia, teremos mais robôs executando nossas atividades. Contudo, precisaremos de “humanos mais humanizados”, mais empáticos, com mais compaixão, amor e simplicidade, características que por muito tempo foram secundárias, provenientes do modelo linear de gestão das empresas tradicionais – o que certamente os robôs não conseguem reproduzir. Ao menos por enquanto.



Mais futurismo … de olho no que virá


Em outro curso do qual participei com futuristas mundiais, foram abordados métodos para prever cenários de futuros e, com base neles, agir agora, no presente, para poder atingir esses “futuros”.


Não estou falando em “viajar” apenas no futuro e ficar imaginando sem ação no presente. São realmente métodos para que possamos aplicá-los no nosso dia a dia e pensar cada vez mais fora da caixa e de maneira diferente.


Por isso, a importância de as empresas pensarem de forma exponencial, desvendando oportunidades e, apoiadas em “previsões” de futuro, construírem soluções inovadoras.


Precisamos entender as tecnologias emergentes, ter capacidade para pensar de forma diferente e nos libertar de padrões lineares (desaprender para aprender). Deixar de sermos surpreendidos pelas transformações, assumindo o controle e passando a guiá-las.


As empresas consideradas exponenciais, na avaliação de Geest, são as que obtiveram crescimento superior a dez vezes em um período de quatro anos. Parece algo impossível, mas muitas já se encaixam nessa categoria Uber, Nubank, Waze, GE e Amazon. Elas crescem em ritmo frenético. Isso porque usam massivamente TI e desburocratizaram processos e áreas, saindo à frente de empresas que prosseguem na utilização de métodos tradicionais, mas também, e principalmente, porque se desconectaram totalmente dos modelos tradicionais de gestão e de ação.


Fiquei impressionada com exemplos de organizações exponenciais que já trabalham em rede, abandonando o modelo tradicional sustentado pela hierarquia de “comando e controle” enraizado em suas culturas. As organizações exponenciais não são “departamentais”, descentralizaram algumas áreas para que todos trabalhem em rede e com protagonismo em seus projetos e objetivos.



Departamentos em excesso tendem a engessar as empresas, por isso, a necessidade de mudança, inclusive de cultura, em empresas exponencias. É uma grande virada. Por isso, reitero que precisamos desaprender para aprender esse novo modelo, totalmente disruptivo, porque não há conexão entre o linear e o exponencial.


Potencial no Brasil


Acredito que empresas aqui no Brasil têm potencial para crescer nesse patamar de performance se acreditarem e ousarem com novos modelos de negócio, apoiados em tecnologias disruptivas e mudança de mindset. Mas para isso precisam talvez pagar o preço de “desacelerar” no início, de dizer não para projetos que fujam desse modelo e de terem seus focos e clientes-alvo bem definidos.


O problema é que não temos esse tempo, desacelerar é uma palavra quase que proibida para os acionistas, então temos o grande desafio de mudar as turbinas em pleno voo.


A boa notícia é que essa transformação não depende de portes. De acordo com o guru das organizações exponenciais, empresas pequenas e médias, com time enxuto e visionário, respondem de forma mais rápida aos anseios de seus clientes e nesse mercado vale mais a velocidade das ações do que o tamanho.


Essa afirmação leva ao entendimento de que, de fato, tecnologia e velocidade é uma dupla que leva ao crescimento frenético, independentemente do porte. Hoje, portanto, todas as empresas têm a mesma chance de crescer rapidamente. Prova disso são as startups que têm revolucionado vários setores da economia, chamando a atenção de muitos investidores.


Esse tema é um prato saboroso de digerir, pois nos provoca e nos tira totalmente de nossas zonas de conforto. Para crescer exponencialmente, ou começar a mudar o modelo organizacional e sair do linear, é preciso mexer nos modelos que estamos acostumados, que funcionaram muito bem até então, mas que agora devem dar lugar a uma disrupção contundente e impactante. Pronto para embarcar nessa jornada?

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